Polícia Militar
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PM é morto com mais de 30 tiros em SE; vítima era ameaçada pelo PCC

Policial sofreu emboscada na noite desta quarta-feira, em um povoado localizado a 180 quilômetros de Aracaju

Antonio Carlos Garcia, especial para o Estado

05 Abril 2018 | 16h35

ARACAJU - O capitão da Polícia Militar de Sergipe Manoel Alves de Oliveira Santos, de 42 anos, foi morto com mais de 30 tiros na noite da quarta-feira, 4, nas proximidades do povoado Vaca Serrada, no município de Porto da Folha, a 180 quilômetros de Aracaju. Ele era comandante do Pelotão de Caatinga e nos próximos dias faria uma grande operação na região. O irmão do capitão, Wellington Oliveira, disse que o oficial vinha recebendo ameaças de morte de membros do Primeiro Comando da Capital (PCC).

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"Há uns 40 dias ele estava em um momento de lazer, em Mucambo, quando quilombolas avisaram que tinha uma coisa estranha rondando a tribo. E agora ele é pego em uma emboscada", afirmou Oliveira. "Meu irmão não vai virar estatística. A Secretaria de Segurança Pública perdeu o sossego comigo porque eu vou cobrar. Quero saber se foi PCC, se foi assaltante de banco. Tem de chegar ao mandante."

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Ele lembrou que toda família vinha sendo ameaçada. "Ele nos protegia muito, mas uma vez deixou escapar que um cara ligou para ele perguntando se ele tinha família ou amor à vida", disse.

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Em princípio, o assassinato do oficial da PM vem sendo tratado como execução, mas, para não atrapalhar as investigações, a secretaria não dá detalhes.

A polícia já encontrou um dos carros que teriam sido usado pelos bandidos: um Corolla que teria sido roubado. O veículo foi encontrado em chamas em uma estrada que liga Porto da Folha a Monte Alegre.

"Ele estava de serviço, preparando-se para uma grande operação. No momento do crime, ele estava indo na casa da família para jantar e voltar para o pelotão. Próximo ao trevo da Vaca Serrada, antes de chegar, ele foi emparelhado por três veículos que disparou diversos tiros", confirmou a capitã Evangelina de Deus, que responde pelo setor de comunicação social da PM de Sergipe. 

O capitão fundou há 10 anos a Companhia Especializada em Operações Policiais em Área de Caatinga (Ceopac).

O corpo do oficial foi velado no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Cfap), no bairro América, e o enterro será na sexta-feira,  6, em Porto da Folha, onde ele nasceu, com honras militares. O capitão Oliveira deixa mulher e três filhos pequenos.

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