PM é morto com tiros de AR-15 em base comunitária

O policial militar Simão Pedro Ribeiro de Queiroz, de 44 anos, foi enterrado na tarde desta quinta-feira em Campinas. Ele morreu atingido por tiros de fuzil AR -15 disparados contra a base comunitária onde estava de plantão, no Jardim Campos Elíseos, no final da noite de ontem. Queiroz foi socorrido e levado ao Hospital Municipal Mário Gatti, onde morreu. A polícia não tinha pistas sobre os autores do crime. Queiroz estava na base comunitária, por volta das 22h30, atendendo a uma ocorrência de acidente de trânsito. Outros dois PMs haviam deixado o local minutos antes, para fazer uma ronda pelo bairro. De acordo com testemunhas, ocupantes de um Kadett branco se aproximaram do posto policial e dispararam tiros de fuzil e metralhadora contra a base, construída a partir de iniciativa do Conselho de Segurança (Conseg) do Campos Elíseos. Dois homens, uma mulher e duas crianças que estavam no local para o registro da ocorrência de acidente não ficaram feridos. Segundo a PM, Queiroz foi atingido por dois tiros de fuzil. Os ocupantes do Kadett fugiram com o automóvel, encontrado mais tarde pela PM no Jardim Maria Rosa. Apesar das buscas no bairro, nenhum suspeito foi localizado. O policial era pai de dois filhos, de 12 e 9 anos, e trabalhava na PM há 22 anos. O comandante do Comando da Polícia Militar do Interior (CPI) 2, coronel Reynaldo Pinheiro, garantiu que não há indícios de que o crime tenha sido um atentado promovido por alguma facção criminosa. "Foi um ataque covarde, sem motivo aparente", disse. Segundo o comandante, os policiais militares que trabalham em bases comunitárias foram alertados a tomar cuidado com aproximação de veículos e a manter sempre uma viatura próxima. "Não é a idéia construir blindagem nas bases porque elas foram instaladas justamente para estar próximas da população", argumentou Pinheiro. Ele afirmou que o comando geral da PM em São Paulo irá investigar se a ocorrência pode ter sido um atentado. O ataque à base comunitária de Campinas é o terceiro registrado este ano contra postos policiais da região. Outros dois ocorreram em Hortolândia, em uma base da PM, e Sumaré, no 3o Distrito da Polícia Civil, no qual dois investigadores morreram.

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