PM evita confronto com sindicalistas na Paulista

PM evita confronto com sindicalistas na Paulista

Houve discurso belicoso e rompimento do cordão de isolamento, mas a ação policial esvaziou risco de conflito

Roldão Arruda, Roberto Oliveira, O Estado de S.Paulo

01 de abril de 2010 | 00h00

No início da tarde de ontem, o cenário nos arredores da Avenida Paulista, em São Paulo, era de guerra. Enquanto na Alameda Casa Branca a PM concentrava homens da tropa de choque, a um quarteirão dali, na Paulista, sob o vão do Masp, sindicalistas do funcionalismo público faziam discursos belicosos. Atacavam o governador José Serra, chamando-o de ditador e ameaçavam enfrentar a PM caso fossem impedidos de ocupar a avenida para fazer a manifestação.

O nervosismo chegou ao ápice às 15h20, quando a linha de frente sindical rompeu o cordão de isolamento mantido por motos da PM, invadiu a Paulista e tomou posição para o confronto.

Ao contrário do que havia ocorrido na sexta-feira, porém, quando outra manifestação fora reprimida à força diante do Palácio Bandeirantes, a polícia não reagiu. Os homens subiram nas motos e se retiraram. Logo depois ajudaram a liberar as Avenidas Paulista e Consolação, duas das principais artérias da cidade, para a realização da marcha que terminou por volta das 19 horas, na Praça da República.

Foi curioso. Os manifestantes marcharam xingando Serra e sob a proteção da polícia. Segundo os líderes sindicais, eram 40 mil pessoas. A PM falou em 5 mil.

Essa não é a única dúvida. Os manifestantes cantam vitória. Mas o outro lado não perdeu. A estudada ação policial desmontou qualquer possibilidade, ensaiada ou não, de marcar o dia da desincompatibilização de Serra do governo com algum tipo de violência. Ao garantir o protesto contra ele, Serra esvaziou o discurso pronto no outro Lado.

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