MARCELO BITTENCOURT/FUTURA PRESS
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PM expulsa oficial que matou surfista em Santa Catarina

Cabe recurso da decisão da corporação; policial acusado de crime deve deixar batalhão e ficar preso em cela comum

Aline Torres , ESPECIAL PARA O ESTADO

17 de julho de 2015 | 21h52

FLORIANÓPOLIS - O soldado Luís Paulo Mota Brentano, acusado de matar em janeiro o surfista Ricardo dos Santos, o Ricardinho, foi expulso nesta sexta-feira, 17, da Polícia Militar de Santa Catarina. A decisão cabe recurso, mas, se for confirmada a expulsão do agente ao fim do processo, Brentano deve deixar a sala do 8.º Batalhão da PM em Joinville (SC) e ser transferido para uma cela comum a ser determinada pela Justiça. 

Por telefone, o padrinho de Ricardinho, Andrei Machado, disse estar aliviado com a notícia. “Demorou demais até. A gente só quer justiça. Uma notícia dessa traz tranquilidade para a família, que está ansiosa desde o acontecimento. Contra fatos não há argumentos”, disse.

O soldado é acusado de ter baleado duas vezes Ricardo dos Santos, em 19 de janeiro, na Guarda do Embaú, na cidade de Palhoça, na Grande Florianópolis. Por causa do crime, a Polícia Militar abriu um processo administrativo-disciplinar, que foi concluído nesta semana e assinado pelo coronel Benevenuto Chaves Neto, comandante da 5.ª Região da Polícia Militar, em Joinville.

De acordo com comunicado da corporação, além da morte do surfista, pesou contra Brentano outras acusações sobre sua conduta. Brentano tem até a próxima segunda-feira para apresentar recurso.

Apelação. Caso a apelação não seja considerada pelo comando da PM em Joinville, o réu poderá recorrer ao Comando-Geral da PM, em Florianópolis. Além do processo administrativo, o soldado responde ao processo criminal em que é réu na Justiça, em Palhoça, onde pode ser levado a júri popular. 

Se confirmada, a expulsão de Brentano seria a 4.ª relacionada a casos de uso ilegal de força letal por integrantes da Polícia Militar de Santa Catarina nos últimos seis anos.

De acordo com informações da Secretaria da Segurança Pública do Estado, a PM matou neste período mais de 300 pessoas.

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