PM faz campanha contra assaltos na saída de bancos

A Polícia Militar de Sorocaba, a 92 quilômetros de São Paulo, iniciou uma campanha para ensinar as pessoas a identificar os ladrões e evitar assaltos na saída de bancos, um crime cada vez mais comum em cidades do interior paulista. Através de folhetos distribuídos nas agências, os clientes são orientados a adotar uma atitude defensiva quando estão portando dinheiro. O projeto interessou ao Comando de Policiamento do Interior e pode ser adotado em outras cidades. De acordo com o tenente Ubiratã Marques da Silva, relações-públicas da PM, a campanha foi elaborada depois de um período de observação e estudo desse tipo de crime. Os marginais, segundo ele, procuram agências de grande movimento e se misturam entre os clientes, observando aqueles que fazem saques elevados. Escolhida a vítima, aquele que está no banco avisa, pelo celular, o comparsa que age do lado de fora. "O bandido geralmente age de moto, mas quase sempre há outro, de automóvel, envolvido na operação." O da moto repassa o produto do furto para o ladrão do automóvel, que ajuda no despiste. Em caso de assalto, a PM recomenda que a vítima não reaja, mas procure anotar a placa da moto ou do veículo. O tenente considera importante observar as características das pessoas mais próximas. "É preciso cuidado, pois esse tipo de ladrão procura ter a mesma aparência do cliente." Os que agem em bancos, geralmente estão bem vestidos. Segundo Silva, a cidade registrou queda no índice geral de furtos, mas esse tipo de ação aumentou. Um dos assaltados, o palhaço Luis Carlos Batista, de 38 anos, está colhendo assinaturas de apoio a um projeto que obriga as agências a instalar divisórias nos caixas para dar privacidade aos clientes. Silva foi roubado em R$ 950 quando saída de uma agência de Sorocaba. Até segunda-feira, ele tinha conseguido mais de 5 mil adesões. O projeto deve ser protocolado na Câmara pelo deputado Antonio Carlos Pannunzio (PSDB-SP).

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