PM faz reintegração de posse de 27 apartamentos em Cubatão

A Polícia Militar promoveu nesta segunda-feira a reintegração de posse de 27 unidades do conjunto habitacional Cubatão A4, da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). O conjunto de 650 apartamentos no bairro Jardim Nova República, em Cubatão, na Baixada Santista, foi invadido na noite de domingo por 105 famílias. A polícia retirou apenas os invasores das unidades pertencentes a CDHU - que ainda não foram repassadas à população. Os proprietários dos outros 78 apartamentos terão que recorrer à justiça para retirar os invasores. A reintegração contou com 50 policiais da força tática da PM e demorou cerca de três horas.A estudante de Serviço Social Denise Ribeiro Barbosa, de 36 anos, invadiu um dos apartamentos com o marido e o filho de 7 anos às 22h de ontem (18). Ela conta que já havia se inscrito para conseguir uma casa pelo CDHU, mas não foi sorteada. Denise alega que ela e o marido estão desempregados e não têm como continuar pagando os R$ 200 de aluguel da edícula onde moram, no mesmo bairro."Mas a gente não quer nada de graça, nos queremos comprar o apartamento", argumenta. A estudante liderou uma comissão que tentou negociar com a CDHU. Em vão. Na tarde dessa segunda, Denise, sua família, e os poucos objetos que havia levado na mudança (fogão, colchão, rack e TV) foram postos no corredor do prédio.O gerente regional da CDHU na Baixada Santista, José Marcelo Ferreira, disse que o conjunto ficou pronto em dezembro do ano passado e que as pessoas foram recebendo as chaves aos poucos."Desses 27 apartamentos remanescentes, 10 proprietários já vão assinar o contrato na próxima quarta-feira". Já sobre as outras unidades, o gerente explica que depois de assinado o contrato, o proprietário tem trinta dias para mudar. "É um tempo para eles providenciarem piso, porque o apartamento vem sem, para colocar um boxe, essas coisas", disse Ferreira. Ele admite que a CDHU está chegando se esse prazo já venceu em alguns casos.Ferreira explica que as invasões ocorreram entre as 22h e meia-noite de domingo e desconfia que tenha sido organizada. "A gente sabia de uma família que havia invadido na quinta e outra na sexta-feira, mas eram casos isolados. Dessa vez foi muita gente ao mesmo tempo", explica.

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