PM firma convênio antifumo

Policiais da corporação terão ajuda da Santa Casa para abandonar o hábito de fumar

, O Estadao de S.Paulo

14 Agosto 2009 | 00h00

A Santa Casa de São Paulo, a Secretaria de Estado da Saúde e a Polícia Militar paulista firmaram parceria para ajudar os policiais da corporação no tratamento contra o vício do cigarro. A proposta é levar auxílio médico e terapêutico a todos os agentes que queiram abandonar a dependência, grupo que deve ficar maior com a chegada da lei antifumo que proíbe o uso do tabaco até mesmo nas viaturas.Um levantamento preliminar mostra que cerca de 25% dos oficiais são fumantes. Pelo convênio acordado, o governo do Estado fornecerá os medicamentos necessários para o tratamento e a Santa Casa, instituição filantrópica, além de oferecer o espaço para as consultas de uma parte dos policiais, também vai treinar as equipes médicas da PM para que os procedimentos para quem quer parar de fumar sejam expandidos a toda corporação. "Fomos procurados pela Santa Casa e vamos contribuir com o repasse de medicamentos", afirmou o secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata. "A nossa ideia é que com a chegada da lei antifumo um grupo maior de policiais vai procurar ajuda."A legislação que há uma semana multa em até R$ 1.585 quem permite o fumo e o fumódromo em suas instalações é aplicada contra os proprietários dos estabelecimentos. Mas como os PMs são servidores estaduais o próprio texto da lei prevê que eles podem arcar com as sanções, caso desrespeitem as novas normas. EMPRESASAlém da PM, com a vigência da nova legislação, empresas privadas também estão mais interessadas em oferecer ajuda aos funcionários que queiram parar de fumar, afirma José Sica, presidente do Instituto Brasileiro de Informações em Saúde (Ibis). A entidade é pioneira na oferta de programas específicos de combate ao fumo a instituições de grande porte. "Antes da legislação, éramos procurados por cinco empresas por mês", afirma Sica. "Hoje, já são em média nove clientes mensais e tivemos picos de 12", informa ele. "Nossa experiência mostra que são as mulheres jovens que fumam menos as que têm mais dificuldade em parar de fumar, até porque acreditam que o consumo não chega a ter impacto na saúde", completa.Mas não é apenas o interesse na saúde do profissional que faz com que as empresas ofereçam a ajuda. Com a lei antifumo, que só deixou como alternativa ao fumante o lado externo das repartições para fumar, a produtividade pode ser comprometida.

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