PM invade presidio e põe fim a motim em Itamaracá

Cento e vinte homens do Batalhão de Choque da Polícia Militar invadiram hoje pela manhã a penitenciária Barreto de Campelo, na Ilha de Itamaracá, e puseram fim a uma rebelião iniciada ontem. Houve resistência dos presidiários, que dominavam a unidade. Eles tentaram impedir a entrada da polícia e 13 pessoas ficaram feridas - 10 policiais e três detentos. O único caso grave foi o do policial Gustavo André Egito Albertim, 25 anos, devido a um acidente. Uma granada de efeito moral explodiu na sua mão direita e ele perdeu dois dedos.Vinte e nove presidiários identificados como líderes do motim foram transferidos para presídios do interior e as visitas deste final de semana foram canceladas. Os detentos não fizeram reivindicações. De acordo com o secretário estadual de Justiça, Humberto Vieira de Melo, a rebelião foi um protesto contra a operação de busca e apreensão de armas realizada ontem nos pavilhões, quando foram apreendidos 1,5 mil armas (barretes de madeira, canos de ferro, facas), cinco aparelhos celulares, 1,5 quilo de cocaína, meio quilo de maconha e 320 litros de cachaça artesanal.Os detentos tocaram fogo em colchões, arrancaram grades e fizeram barricadas utilizando botijões de gás. Com o término da rebelião, eles participaram da limpeza da penitenciária, removendo entulhos. O presídio tem 1.26 presos e capacidade para 400 pessoas. Nos últimos seis meses, ocorreu uma rebelião a cada dois meses na Barreto Campelo.

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