PM já havia sido alertada sobre celular de Elias Maluco

O corregedor geral da Secretaria de Segurança Pública, Aldey Zacharias Peixoto, disse que já investigava desde o último dia 14 denúncia de que o traficante Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, mantinha pelo menos um telefone celular em sua cela no Batalhão de Choque (BPChoque) da Polícia Militar. Peixoto recebera a informação de que Elias se comunicara com um de seus advogados, Paulo Roberto Cuzzuol, e alertou a PM. Mas, segundo ele, uma revista feita após a denúncia não encontrou nada. O corregedor solicitou então à PM as fitas do circuito interno do TV, que monitora as celas. As gravações ainda não lhe foram entregues. Ontem, foram achados dois aparelhos na cela que Elias divide com Marcos Antônio da Silva Tavares, o Marquinhos Niterói. O corregedor acredita que as pessoas que visitam os demais presos - Elias, Niterói e os demais traficantes que estão lá não têm permissão para receber visitas - podem ter levado os celulares. Ele disse que a descoberta reforça sua tese de que o quartel da PM não é lugar adequado para abrigar presos de alta periculosidade. "O batalhão não foi construído para isso. O ideal é que eles estivessem em Bangu 1, que é de segurança máxima", afirmou. Os criminosos foram transferidos de Bangu para o BPChoque depois da rebelião de 11 de setembro, durante a qual o presídio foi destruído. Além de Elias Maluco, principal acusado do assassinato do jornalista Tim Lopes, e de Marquinhos Niterói, que teria ordenado o fechamento do comércio na Região Metropolitana no dia 30 de setembro, estão no batalhão os líderes do motim em Bangu: Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar; Márcio Nepomuceno, o Marcinho VP; Márcio Antônio Pereira da Silva, o Mighty Thor; Márcio Silva Macedo, o Gigante; e Marcos Marinho dos Santos, o Chapolim.

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