PM liberta empresária na zona oeste de SP

Se não fosse um bilhete, entregue a policiais militares da 3ª Companhia do 4º Batalhão após uma perseguição, uma empresária, identificada apenas como Maria Helena, dona de um buffet infantil, ainda estaria nas mãos de pelo menos quatro seqüestradores.A vítima, cujo marido é proprietário de uma rede de postos de gasolina, foi seqüestrada na tarde de ontem por três bandidos, em frente ao Supermercado Mambo, no bairro da Lapa, zona oeste de São Paulo. Os seqüestradores exigiam resgate de R$ 1 milhão.Por volta das 18h, policiais militares, abordaram três suspeitos que estavam em uma Parati verde, na rua Capitão Francisco Pacheco Teixeira Nogueira, em frente ao Projeto Cingapura da Água Branca. Hove perseguição aos ocupantes da Parati, que bateram o veículo em um poste, na mesma rua, depois desceram do carro e começaram a atirar. Dois deles fugiram e um outro, Fábio Mateus de Souza, 25, acabou aitingido na cabeça e internado em estado grave no Pronto-socorro da Lapa. Bilhete - Após a perseguição, uma moradora do conjunto de prédios do Cingapura aproximou-se dos policiais e entregou-lhes um bilhete, onde havia a denúncia de que uma mulher estava sendo mantida refém por quatro homens no interior do prédio 124, no terceiro andar. Policiais pediram reforço a colegas do Batalhão e invadiram o bloco.Maria Helena ainda estava encapuzada, mas pode ouvir toda ação policial e a troca de tiros entre polícia e um dos bandidos O sequestrador, ainda não identificado, foi morto no local. Os outros três comparsas, como não estavam dentro do apartamento, conseguiram fugir.O valor exigido pela liberação da vítima era muito alto e havia a expectativa de que o sequestro durasse pelo menos dois dias, o que obrigou os bandidos a comprar um medicamento chamado Glucoformin para a empresária, que sofre de diabates.A polícia ainda não tem pistas sobre o restante da quadrilha, mas três suspeitos foram levados à delegacia para prestar depoimento ao delegado César Camargo, a fim de esclarecer mais detalhes sobre o crime, que foi registrado no 7.º Distrito Policial, da Lapa.

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