PM ocupará quatro favelas para missa do papa no Rio

São esperados 2 milhões de fiéis em Guaratiba, na zona oeste, durante a Jornada Mundial da Juventude, em julho

Marcelo Gomes, O Estado de S. Paulo

23 Maio 2013 | 15h52

RIO - A Polícia Militar vai ocupar quatro favelas dominadas pelo tráfico na região de Guaratiba, zona oeste do Rio de Janeiro, bairro onde ficará o Campus Fidei (ou Campo da Fé), terreno de 3,5 milhões de metros quadrados que sediará a vigília e a missa de encerramento da Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Os eventos, nos dias 27 e 28 de julho, respectivamente, contarão com a presença do papa Francisco e de cerca de 2 milhões de fiéis, segundo estimativas dos organizadores. Serão ocupadas as favelas de Antares, do Cesarão, do Rola e do Aço.

A PM planeja trabalhar com todo o seu efetivo de 45 mil homens durante a jornada, que ocorrerá de 23 a 28 de julho. Para colocar a maior quantidade possível de policiais nas ruas, haverá cancelamento de férias e folgas, com a contrapartida financeira do Regime Adicional de Serviço (RAS). No RAS, policiais que estão de folga em seus batalhões dão plantão em outras unidades da PM, com o objetivo de aumentar seus salários. Também haverá redução de efetivo de expedientes internos e tarefas burocráticas.

Segundo o chefe do Escritório de Planejamento para a JMJ, Copa 2014 e Jogos Olímpicos de 2016, tenente-coronel Edison Duarte, já estão definidas as estratégias de policiamento em Guaratiba. "Ocuparemos quatro comunidades. Reforçaremos o número de homens nos terminais de transporte, teremos policiamento extraordinário voltado para a rota de peregrinos, e montaremos um posto de comando e controle na região. Além disso, teremos a atuação do Regimento de Polícia Montada, do Batalhão de Choque e do Batalhão de Ações com Cães, que também fará a varredura dos locais por onde o papa vai passar".

Pelo ar, a vigilância será feita por três helicópteros do Grupamento Aéreo Marítimo (GAM). As aeronaves contam com câmeras de alta definição, capazes de registrar imagens noturnas a mais de 16 quilômetros de distância.

Além do treinamento diário, os agentes participam desde 2009 de cursos de qualificação e visitas a países com experiência em grandes eventos. Treinamento em situação de confronto e simulações no Cristo Redentor foram alguns dos preparativos.

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