Saul Schramm/ Governo do MS
Saul Schramm/ Governo do MS

PM paulista e Exército enviam helicópteros contra incêndios no Pantanal do MS

O governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB) decretou situação de emergência em nove municípios da região

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

23 de setembro de 2019 | 09h17

SOROCABA - Dois helicópteros reforçam, nesta segunda-feira, 23, o combate aos incêndios que há quase um mês atingem a região do Pantanal, em Mato Grosso do Sul. As chamas, que atingiram também outras regiões do Estado, já queimaram mais de 1,5 milhão de hectares.

Um helicóptero Pantera cedido pelo Exército chegou neste domingo, 22, transportando dez bombeiros do Distrito Federal, e já fez um voo de reconhecimento pela região. No mesmo dia chegou um helicóptero Esquilo, cedido pela Polícia Militar do Estado de São Paulo. O governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB) decretou situação de emergência em nove municípios do Pantanal em razão das queimadas.

As aeronaves estão utilizando o aeroporto da Fazenda Caiman, em Miranda, como base de apoio. Na manhã desta segunda, havia focos de incêndio em áreas remotas da própria fazenda, no Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro, na Serra da Bodoquena e na região de Corumbá.

Em Aquidauana, o Corpo de Bombeiros montou uma sala de situação para coordenar a força-tarefa, integrada por 170 homens, entre militares e civis, além de um avião-tanque próprio para o combate a incêndios. Conforme o coronel Joílson Amaral, comandante do Corpo de Bombeiros do MS, os helicópteros serão estratégicos para identificar e estabelecer as estratégias de combate aos focos. A aeronave paulista é equipada com bolsão para lançamento de água.

O alvo principal das ações serão os focos que já atingiram as bordas e avançam em direção à parte mais preservada do Parque do Rio Negro, com 78 mil hectares, considerado importante berçário de peixes e aves. Conforme Amaral, algumas áreas são de difícil acesso e os helicópteros têm condições de desembarcar brigadistas diretamente nos locais de controle dos focos.

Segundo ele, o tempo seco e os ventos dificultam os trabalhos. Muitos incêndios voltam a produzir chamas depois que foram controlados, devido às brasas que permanecem nas raízes das plantas. Só neste domingo, o avião-tanque modelo Air Tractor fez 32 lançamentos de água sobre os focos, despejando 42 mil litros de água.

Conforme o pesquisador Felipe Dias, do SOS Pantanal, os danos ambientais são desastrosos, com a morte de grande quantidade de aves e animais. O impacto ao meio ambiente ainda será avaliado. Neste domingo, pesquisadores revelaram que o incêndio atingiu o projeto de recuperação da arara-azul, realizado na Fazenda Caiman. Nova inspeção nos ninhos mostrou que  dois filhotes morreram no incêndio e um filhotinho foi encontrado com queimaduras graves.

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