PM paulista renova parceria com Japão

SP reproduz modelo comunitário

Vitor Hugo Brandalise, O Estadao de S.Paulo

04 de novembro de 2008 | 00h00

O que se espera encontrar em um posto policial? Certamente não são gibitecas, cinema nem cursos de recolocação profissional, oficinas de artesanato ou aulas de aeróbica. São essas as atividades, porém, oferecidas pela Polícia Militar de São Paulo em bases comunitárias desde assinatura de convênio com a Polícia Nacional do Japão, renovado ontem até 2011.O acordo prevê a reprodução dos modelos Koban e Chuzaisho - no primeiro, policiais coordenam projetos sociais e culturais, e fazem visitas diárias às casas; no segundo, o policial vive com sua família na base. No Japão, 40% da força policial está nessas atividades."O objetivo, nos dois modelos, é aproximar polícia e comunidade", disse o coronel Luiz de Castro Junior, coordenador de Polícia Comunitária. Na nova fase, estão previstas adaptações de 45 postos da capital ao modelo Koban. Hoje, são 16 bases na capital e 24 em fase final de adaptação. Em 2009, 85 postos seguirão o Koban na capital e, em 2011, serão 268 bases no Estado.Segundo a PM, um dos objetivos é antecipar as causas da violência. "Todos os dias, policiais batem à porta da casa dos cidadãos, para verificar as impressões sobre o local onde vivem e as últimas ocorrências."Inspirada no modelo Chuzaisho, outra iniciativa é a instalação de postos em que o policial vive com a família na base. O modelo é implantado na área rural de municípios com até 2 mil habitantes - hoje, são 30 no Estado.Uma das primeiras bases, instalada em 2005, o posto da Vila Guilherme, zona norte da capital, vê cair a violência. Nos primeiros nove meses de 2007, foram 54 roubos de veículos, ante 15 neste ano - queda de 72%. "O melhor resultado foi perceber que a comunidade também nos procura mais", afirma o sargento Ademir de Almeida. Há biblioteca comunitária e projeção de filmes às sextas-feiras.

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