Wilton Junior/AE
Wilton Junior/AE

PM Pricilla é uma mulher de coragem

Policial do Rio foi incluída pelo governo dos EUA na lista das 10 mais corajosas do mundo

Alfredo Junqueira, O Estado de S. Paulo

08 Março 2012 | 10h01

RIO DE JANEIRO - Uma policial militar brasileira será homenageada nos Estados Unidos como uma das 10 mulheres mais corajosas do mundo. Coordenadora do Programa Estratégico da Secretaria de Segurança do Rio e uma das responsáveis pelas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), a major Pricilla de Oliveira Azevedo, de 34 anos, participará da solenidade, hoje, em Washington.

O evento, parte das comemorações do governo americano pelo Dia Internacional da Mulher, será conduzido pela secretária de Estado, Hillary Clinton, e será acompanhado pela primeira-dama Michelle Obama.

Além da brasileira, ativistas e líderes políticas do Afeganistão, Colômbia, Líbia, Mianmar, Ilhas Maldivas, Paquistão, Arábia Saudita, Turquia e Sudão também serão homenageadas.

"Esse prêmio é importantíssimo. Não deixa de ser um incentivo para outras mulheres. O mais importante disso tudo é que as mulheres dos locais onde eu trabalhei e por onde eu passei com a UPP saibam e fiquem felizes", afirmou a policial, que soube da premiação ao chegar aos EUA, no fim de semana, convidada apenas para participar de um curso, sem saber da premiação.

Pricilla ainda explicou que não teve como avisar sua família sobre a honraria. "Como eu soube aqui e a ligação é muito cara, eu só mandei uma mensagem de texto muito resumida para a minha mãe", disse.

Além da bem-sucedida carreira na PM do Rio e de comandar UPPs em favelas pacificadas, Pricilla ganhou notoriedade depois de passar por um drama pessoal e demonstrar muita coragem para superá-lo.

Em setembro de 2007, a então tenente da PM foi sequestrada e torturada durante horas por traficantes do Morro do Castro, em Niterói. Depois de duas tentativas frustradas de fuga, a policial conseguiu escapar. No dia seguinte, voltou à comunidade e ajudou na operação para prender os bandidos.

"Gostaria que mulheres que passaram por um problema parecido tirassem dessa minha história uma força para conseguir superar o trauma", disse Pricilla. Desde que foi criada, em 2007, a premiação do Departamento de Estado americano já homenageou 46 mulheres de 34 países.

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