PM protege petistas de manifestantes em SP

Dois secretários municipais, o líder da administração na Câmara, vereador José Mentor (PT), e vários parlamentares do PT foram obrigados a deixar o diretório municipal do partido escoltados pela Polícia Militar. No chão, restos de uma verdadeira batalha: vidros quebrados, telefones no chão, cadeiras e mesas viradas por todos os cantos.Este foi o saldo da disputa entre os simpatizantes do vereador Carlos Giannazi e membros do diretório, ontem, após a expulsão do parlamentar, no final da noite.Visivelmente assustadas, pessoas influentes na administração municipal, como o secretário de Comunicação Social, Valdemir Garreta, e da Implementação das Subprefeituras, Jilmar Tatto, tiveram de esperar um bom tempo para poderem sair sem riscos - com a PM, é claro."Será que eles estão bêbados?", perguntou Garreta, sobre os manifestantes. O vereador Arselino Tatto (PT), antevia o que estava para acontecer: "Pior é que eles devem estar em frente de casa", disse Tatto.Mas o alvo principal era o presidente do diretório municipal, vereador Ítalo Cardoso, que conduziu o processo de expulsão de Giannazi. A confusão começou logo depois que o resultado foi divulgado, por volta da meia-noite. Revoltados com o resultado, alguns manifestantes, que desde o início da noite estavam concentrados em frente so local, invadiram a ante-sala do diretório, e começou a briga. Vidros de divisórias foram quebrados e cadeiras foram atiradas.Imediatamente, Carlos Giannazi foi levado para fora, para acalmar os ânimos. Cardoso só escapou porque, no momento, estava no segundo andar, onde iria dar uma entrevista coletiva sobre o resultado da votação. Na rua, a confusão só foi controlada quando sete carros da Polícia Militar chegaram ao local. Antes disso, o vereador João Antonio (PT) foi agredido enquanto entrava no seu carro, que só não foi virado porque saiu cantando os pneus.Lá dentro, a PM, Mentor e Cardoso definiam como seria a saída de todos. Ficou definido que sairia um comboio, ou um de cada vez. "Então podemos ir", disse Cardoso. Mas, por alguns instantes, ninguém se mexeu.

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