Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

PM retira ativistas que ocupavam Museu do Índio no Rio

Cerca de 25 manifestantes, incluíndo indíos, ocupavam o prédio desde domingo; eles protestam contra destinação de parte da área para outros usos

Marcelo Gomes e Sergio Torres, O Estado de S. Paulo

16 Dezembro 2013 | 10h35

RIO - A Polícia Militar (PM) conseguiu por volta das 10h20 desta segunda-feira, 16, retirar 25 índios e ativistas que desde domingo ocupavam o prédio abandonado do antigo Museu do Índio. Todos foram embarcados em um ônibus e levados para a 18ª Delegacia de Polícia (DP), na Praça da Bandeira, zona norte do Rio. Um homem com roupas de índio subiu em uma árvore e resistiu à abordagem policial.

A desocupação do velho museu teve momentos de tensão, quando um indígena resistiu e foi agarrado pelos PMs. O homem recebeu um jato de spray de pimenta no rosto antes de ser levado para o ônibus.

Por causa da confusão, a Avenida Radial Oeste, importante via de ligação entre os subúrbios e o centro, foi interditada das 7h às 10h, o que provocou um grande congestionamento.

Os índios e os ativistas reivindicam que o prédio e o terreno vizinho que pertenceu ao Ministério da Agricultura sejam cedidos a eles para a instalação do que chamam de "universidade popular indígena".

Em nota, o governo estadual informa que "o antigo Museu do Índio não será derrubado", mas "transformado em um Centro de Referência das Culturas Indígenas". Os quatro prédios que o Estado comprou do Ministério da Agricultura serão, de acordo com a nota, usados na construção das "estruturas temporárias do Estádio do Maracanã para a Copa do Mundo".

"A demolição desta área (...) será realizada pela Concessionária do Maracanã, com autorização do Estado. Depois da Copa, esta área (...) será utilizada para a construção do Museu do Futebol, previsto para ficar pronto para as Olimpíadas", diz a nota.

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