PM se prepara para invadir prisão em RO

O governo federal enviou nesta quarta-feira o diretor do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Claiton Nunes, para intervir nas negociações no presídio de segurança máxima Urso Branco, onde centenas de detentos estão há cinco dias rebelados. A tensão aumentou muito nessa quarta-feira e a Polícia Militar realizou exercícios de ocupação próximo ao local e pode tomar a penitenciária. Até agora, são dez presos mortos pelos próprios colegas. Depois de mais uma rodada de negociações, os presidiários mantiveram a decisão de continuar com o motim e começaram a se armar de pedras e ferros, além de queimar colchões no interior da cadeia. Pela manhã o clima estava tranqüilo e acreditava-se em uma solução pacífica depois das negociações do dia anterior, quando os rebelados tiveram a maior parte de suas reivindicações aceitas, inclusive com a demissão da direção do presídio Urso Branco. Mas pouco depois, o problema se acentuou, quando a polícia soube que alguns dos detentos estavam armados. "Um dos presos nos avisou que haviam armas entre eles e que haveria uma nova matança", informou o secretário-adjunto de Segurança e Cidadania, Renato Eduardo de Souza.Cerca de 160 familiares que estavam fazendo visitas no domingo, são mantidas em celas junto com os presidiários rebelados. Sem comida, água e luz, a situação ficou ainda mais tensa à tarde, quando todas as famílias que estavam na porta do Urso Branco foram retiradas pela PM, o que provocou uma ira nos presidiários rebelados, que ocuparam o topo de duas caixas d´água. "Eles começaram a jogar tudo que vinha pela frente, inclusive queimaram vários colchões", afirmou o secretário-adjunto de Segurança e Cidadania. "Nós aceitamos as reivindicações, mas eles não deram mais respostas."

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