PM terá 4 novos helicópteros; feira traz videogames para treinar polícia

A Feira Internacional de Segurança (Interseg) começa hoje em Brasília com novidades para a polícia paulista e lançamentos de equipamentos que têm o foco na redução da letalidade armada de todo o País. No evento, será oficializada a compra de quatro helicópteros para a Polícia Militar de São Paulo. Além disso, empresas privadas vão apresentar sistemas de treinamento mais modernos para a atuação da segurança nacional. Com custo de cerca de R$ 24 milhões, as novas aeronaves serão levadas para as bases de Presidente Prudente, São José do Rio Preto, Sorocaba e Piracicaba da Polícia Militar, no interior. A PM informa que subirá para 20 o número total de helicópteros, "a maior frota aérea policial da América Latina". Com as aquisições, a expectativa da PM de São Paulo é melhorar o monitoramento de ocorrências e a agilidade para o resgate de vítimas de acidentes. Os empresários do ramo de segurança privada vão apresentar videogames ultramodernos e paintball de última geração como apostas para diminuir o número de mortes concentradas nas mãos da polícia pública - que só nas capitais do Estado do Rio e de São Paulo representam 25% e 8%, respectivamente, do total de assassinatos cometidos no primeiro semestre do ano. Uma das novidades apresentadas é um simulador 360 graus, que reproduz situações reais da rotina das policiais. Como se fosse um videogame em tamanho real, o policial seria "provocado" para reagir aos mais variados sons e comportamentos. "Atores foram contratados para reproduzir as cenas. São 30 situações já filmadas e, para a realidade brasileira, adotamos a ocupação de favelas, a ação nas fronteiras e assaltos a bancos com refém", afirmou o empresário Júlio Bedim, que disse custar R$ 1 milhão o sistema. Outro produto curioso que será apresentado é um paintball que usa réplicas de armas e munição da polícia. Mas, diferentemente do jogo convencional, o da feira aponta com precisão onde os tiros disparados pelos policiais atingem quem está do outro lado do embate. "Diminui a letalidade porque consegue doutrinar a atuação policial para tal fim", acredita o responsável pelo equipamento, Paulo César Lourenço.

, O Estadao de S.Paulo

25 Agosto 2009 | 00h00

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