PM tira preso de ''tribunal'' do crime organizado

A polícia desmantelou um tribunal do crime organizado que se preparava para julgar o presidiário Luis Carlos dos Santos. A vítima, que cumpre pena por roubo, havia recebido da Justiça o direito de passar o Dia dos Pais em casa. Santos foi sequestrado no sábado, às 14h, em uma praça na zona leste de São Paulo. Os criminosos levaram-no para uma casa no Jardim Pantanal, onde o agrediram e estariam decidindo se iam ou não matá-lo quando foram surpreendidos por policiais militares do 29º Batalhão da Polícia Militar.Segundo o delegado Filogônio Rodrigues de Souza, do 59º Distrito Policial, a vítima disse que o motivo do sequestro teria sido o fato de ter denunciado plano de fuga na penitenciária em que cumpria pena, a de número 2, em Guareí, na região de Itapetininga, interior de São Paulo. Santos havia descido de um ônibus na Praça Aleixo Monteiro Mafra, em São Miguel Paulista, na zona leste, quando foi abordado por três homens armados que o obrigaram a entrar em um carro e o levaram a uma casa, onde ficou até domingo. Ali, segundo a vítima, os criminosos espancaram-no. Um deles teria telefonado para um homem a quem chamou de "general". General é uma das formas como são designados chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC), a facção criminosa que age nos presídios de São Paulo. No começo da tarde de domingo, os bandidos levaram Santos para outro cativeiro, no Jardim Pantanal. Era lá que ele estava quando o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) recebeu denúncia anônima sobre o cativeiro. Foram presos cinco homens, autuados no 59º DP sob as acusações de cárcere privado, tortura e formação de quadrilha.

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