PMDB busca acordo com PT na Câmara

Temer convida Henrique Alves e Vaccarezza para ir a Buenos Aires e espera entendimento na disputa pela presidência da Casa

Andrea Jubé Vianna BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

09 Novembro 2010 | 00h00

Para tentar construir um entendimento entre PMDB e PT, que travam acirrada disputa pelo comando da Câmara dos Deputados, o presidente da Casa e vice-presidente eleito, Michel Temer (PMDB), convidou os dois principais postulantes ao cargo - o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves, e o líder do governo, Candido Vaccarezza (PT) - para acompanhá-lo na viagem a Buenos Aires. Temer, que embarca hoje, vai participa do VI Foro Ibero-Americano de parlamentares.

Em entrevista à Agência Estado, o deputado Henrique Alves manifestou sua disposição para que haja um entendimento entre PMDB e PT. Ele observou que, antes, espera do PT a definição do candidato oficial da sigla.

Além de Vaccarezza, mais três petistas reivindicam, nos bastidores, a candidatura à presidência da Câmara: o atual vice-presidente, Marco Maia (RS), e os ex-presidentes Arlindo Chinaglia (SP) e João Paulo Cunha (SP).

Após a indicação do candidato petista, Alves pondera que caberá a cada um dos postulantes exercitar o seu "poder de convencimento", justificando porque pretende governar a Casa no primeiro biênio.

No 11.º mandato, Henrique Alves invoca sua "experiência parlamentar" para dirigir a Câmara num "período conturbado", em que prevê a retomada das discussões sobre as reformas política e tributária. Se o impasse persistir, ele afirma que delegará a palavra final a Temer, que também é o presidente nacional do PMDB.

Biênio. O vice-presidente eleito firmou um acordo com o presidente do PT, José Eduardo Dutra, para que os dois partidos - que elegeram as maiores bancadas - dividam o comando da Câmara na próxima legislatura (2011-2014), cabendo um biênio a cada um. O problema é que nem PT nem PMDB abrem mão de assumir a cadeira no primeiro biênio, a partir de fevereiro.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.