PMDB dribla pressão de Lula e faz exigências

PMDB dribla pressão de Lula e faz exigências

A permanência de Henrique Meirelles à frente do Banco Central mostra que o PMDB não pretende ser apenas coadjuvante num eventual governo da petista Dilma Rousseff. Além de fornecer o vice e de contribuir para dobrar o tempo de TV e rádio da ex-ministra, os peemedebistas vão dar palpites e fazer exigências. O PMDB promete ser um osso duro.

João Domingos, O Estado de S.Paulo

02 de abril de 2010 | 00h00

Nos últimos dias, Meirelles e o presidente Lula tentaram arrancar da cúpula do PMDB a garantia de que a vaga de vice seria do presidente do BC. Fracassaram. Os peemedebistas querem o presidente da Câmara e da legenda, Michel Temer (SP), para companheiro de Dilma. Lula fez charme, Meirelles esperneou. O PMDB não cedeu.

Em abril os peemedebistas vão entregar a Dilma um documento com dez sugestões do partido para o programa conjunto de governo. Pretendem mostrar-se como o lado moderno de uma chapa cuja candidata ainda está com o pensamento no modelo desenvolvimentista dos anos 70.

Ao decidir ficar no BC, Meirelles afetou também a política de Goiás. O candidato do PMDB ao governo, Iris Rezende, tinha esperanças de fortalecer sua chapa se tivesse Meirelles na disputa pelo Senado. Sem ele, Iris perde competitividade na luta com o tucano Marconi Perillo, que conta com o apoio do DEM. Isso porque, para o Senado, Demóstenes Torres (DEM) e Lúcia Vânia (PSDB) ficam muito fortes na luta pela reeleição. Já a chapa de Iris deverá levar para a disputa ao Senado o petista Rubens Otoni, que está bem atrás dos concorrentes.

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