PMDB escala Lobão para encontros com a presidente

Com bom trânsito junto à nova equipe e capaz de aglutinar partidos aliados, ministro já deve estar na reunião do dia 10

Eugênia Lopes, O Estado de S.Paulo

07 de janeiro de 2011 | 00h00

O ministro das Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), deverá ser o representante do partido nas reuniões de coordenação política comandadas pela presidente Dilma Rousseff. Na condição de "sócios da vitória", os peemedebistas reivindicam uma divisão mais igualitária do poder com o PT. Além de ter bom trânsito com a presidente, Lobão é um nome que une o PMDB e deverá aglutinar partidos aliados.

A cúpula do PMDB se sentiu alijada do núcleo de poder do Palácio do Planalto depois da primeira reunião da coordenação política do novo governo. Ao redor da mesa, seis ministros do PT reunidos com Dilma. A exceção foi o vice-presidente Michel Temer, presidente licenciado do PMDB. Os aliados alegam que a coordenação política tem de ter representação dos principais partidos e não só do PT.

A ideia é que na próxima reunião, que deverá ocorrer no dia 10, os aliados já contem com um representante no encontro. O ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, já deu o aval para ampliar a coordenação política. A palavra final será de Dilma.

Enquanto PMDB e PT não se acertam, as nomeações para os cargos de segundo escalão ficarão para fevereiro. O governo teme reflexos na eleição do deputado Marcos Maia (PT-RS) para a presidência da Câmara.

Os peemedebistas ficaram irritados com a decisão do novo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, de demitir sem avisar o então secretário de Atenção à Saúde, Alberto Beltrame. "Isso fez acender a luz amarela. Alertou que esse procedimento não pode continuar", disse o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves. "Não é uma questão de mérito e sim da forma como foi feito. Se for feito com conversa, com diálogo, não terá problema. Agora, se não for assim, haverá problema", advertiu.

Em represália ao tratamento que estavam recebendo do Planalto, os peemedebistas chegaram a ameaçar com a aprovação de um salário mínimo maior do que os R$ 540 propostos pelo governo. O deputado Eduardo Cunha apresentou emenda para elevar o mínimo a R$ 560.

Considerações

EDUARDO CUNHA

DEPUTADO DO PMDB, NO TWITTER

"Essa história de cargos está igual à pérola de que periquito come milho e papagaio leva a fama. O papagaio é o PMDB e operiquito, o PT"

MICHEL TEMER

VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA

"É claro que o PMDB e os demais partidos querem dar o maior mínimo possível aos trabalhadores. Então, o que os partidos naturalmente querem é verificar se há possibilidade de algum aumento nesta proposta inicial de R$ 540"

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