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PMDB quer Agricultura também em SP

Permanência de ministro do partido no governo Dilma é o argumento para convencer Alckmin

Roberto Almeida, O Estado de S.Paulo

20 de dezembro de 2010 | 00h00

Na reta final da transição paulista, o PMDB de São Paulo, principal dor de cabeça do governador eleito Geraldo Alckmin (PSDB), passou a cobrar espaço na Secretaria de Agricultura e Abastecimento. O partido argumenta que, com um correligionário à frente, a pasta estaria alinhavada com o ministro da Agricultura, o peemedebista Wagner Rossi.

Para abocanhar a secretaria, o PMDB paulista não tem nome certo para assumir o cargo, mas cobra extensa fatura de apoio durante as eleições. Com a desistência do ex-governador Orestes Quércia, ofereceu tempo de TV a Alckmin e, especialmente, ao senador eleito Aloysio Nunes (PSDB). No entanto, a sigla vive um tempo de incertezas no Estado quanto ao caminho que vai tomar a partir do ano que vem.

Aliado formal de Alckmin, a maioria da bancada do PMDB na Assembleia apoiou Dilma Rousseff (PT). Essa ambivalência se aprofundaria ainda mais com a eventual filiação do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM) - possível adversário de Alckmin em 2014 - e o iminente assédio petista para formação de uma terceira via.

Com esse cenário em jogo, e a fim de barrar uma ruptura já no início de governo, Alckmin pretende dar a resposta ao PMDB paulista nesta semana, assim como aos demais partidos aliados.

A equipe de transição avalia lançar, até sexta-feira, nomes em bloco como resultado final do intrincado xadrez de partidos e secretariáveis. A ideia é completar o jogo de acomodação o quanto antes. Até agora, das legendas que apoiaram Alckmin, apenas o DEM foi contemplado com a pasta de Desenvolvimento, que será tocada pelo vice-governador eleito, Guilherme Afif Domingos.

Mais faturas. A bancada do PV quer assumir Esportes e Meio Ambiente. O partido apresentou, respectivamente, o deputado estadual Chico Sardelli e o ex-prefeito de Atibaia, Beto Trícoli, como opções.

O candidato derrotado ao governo paulista, Fábio Feldmann, que seria nome natural para o Meio Ambiente, resiste à indicação para a pasta.

Os verdes ainda terão de disputar Esportes com o PTB, que também deseja a pasta em virtude da visibilidade garantida com a Copa do Mundo de 2014.

Enquanto isso, o PPS aguarda definição sobre a Secretaria do Emprego. O principal cotado é o deputado estadual Davi Zaia.

Mesmo quando o xadrez dos partidos aliados estiver resolvido, ainda haverá espaços em aberto. O tucano ainda não definiu os titulares de pastas como Energia, Desenvolvimento Metropolitano, Cultura, Gestão e Desenvolvimento Social.

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