PMDB se arma para eleger 100 prefeitos em SP

Partido programa lançamento de candidatos próprios com o objetivo de recuperar redutos que perdeu para os rivais PSDB e PT no interior paulista

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

13 de maio de 2011 | 00h00

SOROCABA

O PMDB deve lançar candidaturas próprias a prefeito na maioria dos 645 municípios do Estado de São Paulo. A ação, comandada de Brasília pelo vice-presidente Michel Temer, faz parte da estratégia do partido para recuperar antigos redutos eleitorais no Estado, perdidos principalmente para o PSDB e para o PT.

"Vamos ter candidaturas a prefeito no maior número de cidades e, onde isso não for possível, temos de garantir o vice", afirmou o ex-deputado federal e ex-prefeito de Sorocaba Renato Amary, coordenador da sigla na região. Segundo ele, além das candidaturas próprias, a legenda vai investir na formação de chapas completas no maior número possível de cidades, a fim de ampliar o quadro de vereadores nos municípios paulistas.

A meta estabelecida pelo presidente estadual do PMDB, Baleia Rossi, é aumentar dos atuais 70 prefeitos para, no mínimo, 100 nas eleições municipais de 2012.

Amary, que há dois meses trocou o PSDB pelo PMDB, é otimista e acredita que esse objetivo pode ser ultrapassado. "Estamos resgatando antigas lideranças da época de Ulysses Guimarães e Franco Montoro que, por alguma circunstância, acabaram se afastando do partido", contou o ex-prefeito.

De acordo com o coordenador, o PMDB passou as duas últimas décadas "adormecido" na região. A campanha vitoriosa de Temer com a presidente Dilma Rousseff despertou o partido. "As lideranças que estavam encolhidas começam a se manifestar. Vamos ter chapas fortes de vereadores em todas as cidades", promete o peemedebista.

Planos. O próprio Amary deve ser indicado pelo partido para concorrer à Prefeitura de Sorocaba, que administrou durante oito anos, ainda pela antiga sigla.

A cidade, um dos principais redutos peemedebistas no interior entre as décadas de 1970 e 1980, tornou-se um respeitado "ninho" tucano. O PSDB está no poder desde 1996, quando Amary se elegeu prefeito. Reeleito, fez o sucessor, mas entrou em choque com o atual governante, Vitor Lippi (PSDB), que está no segundo mandato.

O racha resultou em sua saída do partido - ele foi um dos fundadores do PSDB na cidade e era coordenador político na região. Agora, Amary tenta puxar vereadores e companheiros tucanos para o PMDB.

O partido já tem a Prefeitura de Itapetininga e o vice de Votorantim, cidade administrada pelo PT. "Em alguns municípios vamos concorrer com o PT, e em outros esperamos caminhar juntos", afirmou Amary.

Contato

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, disse ontem que deve encontrar na quarta-feira o presidente do PMDB, Valdir Raupp, para discutirem os rumos das siglas nas eleições de 2012.

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