PMDB teme que o caso Erenice resvale em Costa

O comando do PMDB acompanha com apreensão os desdobramentos do escândalo que derrubou a ex-ministra Erenice Guerra da Casa Civil. O receio entre dirigentes peemedebistas é de que as denúncias, que envolvem um ex-diretor dos Correios, maculem a campanha de Hélio Costa (PMDB) ao governo de Minas Gerais e atinjam o partido.

Andrea Jubé Vianna, O Estado de S.Paulo

18 de setembro de 2010 | 00h00

Peemedebistas suspeitam que as denúncias contra Erenice tenham origem nos Correios. A estatal foi palco de demissões no fim de julho, como a do então presidente da estatal, Carlos Henrique Custódio, e do diretor de Gestão de Pessoas Pedro Magalhães Bifano, ambos da cota do ex-ministro das Comunicações Hélio Costa. Ele deixou a pasta em abril para se candidatar.

O consultor Rubnei Quícoli, autor da denúncia de lobby contra o filho de Erenice, Israel Guerra, afirma que foi o ex-diretor de Operações dos Correios Marco Antônio Oliveira quem lhe abriu as portas da Casa Civil. A nomeação de Oliveira para os Correios é atribuída ao PMDB.

Ele também mirou Hélio Costa. Segundo Quícoli, na reta final das negociações, Israel Guerra teria cobrado propina de R$ 5 milhões para "pagar dívidas de campanhas" de Dilma Rousseff (PT) e Hélio Costa. Indignado, Costa divulgou nota dizendo que Quícoli tem "reputação comprometida por envolvimento com roubo de carga e recepção de dinheiro falso" e que as denúncias contra ele e Dilma são "caluniosas".

O relator da Comissão de Ética Pública da Presidência, Fábio Coutinho, que analisa as denúncias de tráfico de influência na Casa Civil, sinalizou que o diretor de Operações dos Correios, Eduardo Artur Rodrigues Silva - o coronel Artur - também pode ser investigado. Ele comandou a empresa Master Top Linhas Aéreas (MTA), que teria firmado contrato com os Correios com a interferência de Israel Guerra.

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