PMs da ação de Sorocaba vão ter acompanhamento de psicólogos

O Comando da Polícia Militar de São Paulo informou nesta quinta-feira que os homens que participaram do tiroteio no bloqueio em Sorocaba, na última terça-feira, quando 12 bandidos morreram, vão passar pelo Programa de Acompanhamento de Policiais Envolvidos em Ocorrência de Alto Risco (Proar). Eles ficarão afastados por até seis meses da área de atuação e serão examinados por psicólogos.A informação foi dada em reunião no Quartel-General da PM, com representantes da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em São Paulo, que cobraram explicações sobre contradições na ação da PM.No fim da discussão, o coronel Roberto José Nogueira, presidente da Comissão de Direitos Humanos da corporação, disse que permitirá que um advogado da OAB acompanhe as investigações na corregedoria da PM. Ele afirmou que a polícia não cometeu erros durante o bloqueio e garantiu que "todos os procedimentos administrativos e jurídicos serão tomados".Para João José Sady, da Comissão da OAB, a PM deu explicações razoáveis. "Eles tiveram postura satisfatória nos autorizando a acompanhar o caso." Houve polêmica, também, sobre o laudo não oficial do exame residuográfico, que indicou existência de pólvora nas mão de apenas 3 dos 12 criminosos, que teriam atirado contra a polícia.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.