PMs da BA decidem seguir lei à risca para fazer protesto

'Greve Branca' é meio de os policiais pedirem reajuste salarial e outras melhorias para a categoria

Tiago Décimo, O Estado de S.Paulo

06 Agosto 2009 | 16h51

Os policiais militares da Bahia decidiram, em assembleia realizada na manhã desta quinta-feira, 6, em Salvador, iniciar o movimento Polícia Legal, que consiste em seguir à risca o que determina a Constituição para o cumprimento dos deveres policiais, a partir das 19 horas. Eles cobram do governo baiano, entre outras melhorias nas condições de trabalho, equiparação salarial com os PMs de Brasília, onde um soldado recebe R$ 4 mil mensais. Em Salvador, o mesmo posto tem remuneração de R$ 1,7 mil.

 

Na prática, a decisão é considerada uma "greve branca" até pelos representantes da categoria, já que a PM é proibida de fazer greve. De acordo com a Associação de Praças e Soldados, todo o policiamento ostensivo e as rondas ficarão comprometidas, já que nenhum PM fez curso de direção de viatura de emergência, como determina a lei. Além disso, eles não poderiam entrar em situações de risco porque apenas 15% dos coletes balísticos teria plenas condições de uso. A Secretaria da Segurança Pública ainda não se pronunciou sobre a decisão dos PMs.

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