PMs denunciam más condições de trabalho

Policiais militares que reforçam a segurança no Litoral Norte denunciaram hoje que cabos e soldados foram colocados em péssimas condições de alojamento, em quartos improvisados em uma escola pública de Caraguatatuba. Na escola "Luiz Ribeiro Muniz", no bairro Martin de Sá, há quatro chuveiros para 130 homens. "Falta água e somos obrigados ficar sem banho ou esperar o dia seguinte, quando um caminhão-pipa abastece o local", informou um dos cabos, que pediu para não ser identificado. As reclamações também se referem ao número de camas, que é insuficiente, à falta de viaturas para trabalhar e até à comida servida no almoço e jantar. "Ficamos seis dias comendo arroz, feijão e carne com batata. O mesmo cardápio de dia e de noite. Apenas hoje que mudou e serviram frango". A falta de água também impede que os policiais lavem as fardas. "Temos que usar farda suja porque não há lugar pra lavar nem pra pendurar as roupas". O reforço no policiamento no Litoral Norte foi iniciado no dia 27 de dezembro e segue até 31 de janeiro. "Vai ser difícil agüentar essa situação até lá, enquanto outros policiais estão em pousadas e hotéis em Ilhabela e São Sebastião".A prefeitura informou que por conta do grande volume de turistas na cidade - cerca de 500 mil pessoas - houve problemas quanto ao fornecimento de água, que foi solucionado com caminhões-pipa que encheram as caixas d´água. De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, a administração pública gastou R$ 12 mil com colchões e beliches e R$30 mil com alimentação para atender aos policiais. Informou também que 14 cozinheiras se revezam na preparação da comida e que o cardápio foi escolhido pelo Comando da Polícia Militar. As reclamações foram encaminhadas pelos próprios policiais à Corregedoria da PM do Estado de São Paulo. No departamento de imprensa da Polícia Militar, em São Paulo, ninguém foi localizado para comentar o assunto.

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