PMs do 18º continuam presos até o julgamento

Decisão transforma prisão temporária em preventiva

O Estadao de S.Paulo

25 de março de 2008 | 00h00

A Justiça transformou em preventiva a prisão temporária de dois policiais do 18º Batalhão da Polícia Militar acusados de participar da execução de Marisa Ferreira Vaz, mãe do traficante de drogas J.V.S. O crime ocorreu em setembro de 2007, na zona norte de São Paulo.Com a decisão do 2º Tribunal do Júri , o soldado Pascoal dos Santos Lima e o sargento Ricardo da Rocha Benetti ficarão presos até o julgamento do crime. Os dois, que foram detidos em janeiro, alegaram inocência ao depor.Os investigadores do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) encontraram testemunhas que apontaram os policiais como autores do crime. O soldado Pascoal é ainda investigado no inquérito sobre o assassinato do coronel José Hermínio Rodrigues, que comandava o policiamento na zona norte de São Paulo. Pascoal nega ter sido o homem que atirou em Hermínio e diz que estava em casa no momento em que o oficial foi alvejado por um criminoso que vestia coturno e pilotava uma Honda Falcon preta semelhante à dele.Hermínio foi morto em 16 de janeiro. Ele investigava o grupo conhecido como Matadores do 18, formado por policiais militares que trabalham na zona norte de São Paulo. Foi durante a apuração da morte do coronel que Benetti e Pascoal foram presos, assim como outros dez PMs - três deles foram soltos após passarem 30 dias detidos, sob a suspeita de participar de uma fuzilaria que deixou dois mortos e sete feridos.

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