PMs do caso AfroReggae cumprem prisão administrativa no Rio

Sargento e capitão são acusados de não terem socorrido coordenador do grupo, que foi morto em assalto

Agência Brasil,

22 de outubro de 2009 | 13h55

O sargento e o capitão da Polícia Militar que estão presos sob a acusação de não terem prestado socorro ao coordenador do AfroReggae Evandro João Silva, assassinado no domingo, 18, no centro do Rio, prestaram depoimento na madrugada desta quinta-feira, 22. Segundo o relações públicas da corporação, major Oderley Santos, os dois ficarão em prisão administrativa por 72 horas.

 

Depois desse período, o comando do 13º Batalhão, onde os policiais estão, decidirá se determinará a preventiva. Imagens de câmeras do local do crime mostram que os policiais não prestaram socorro à vítima ao vê-la estirada no chão, segundos depois de levar um tiro de assaltantes.

 

As imagens também mostram os policiais abordando os criminosos e depois carregando objetos pessoais da vítima. Os nomes dos policiais militares não foram divulgados.

 

O coordenador de projetos sociais do AfroReggae, Evandro João Silva, deixava uma discoteca no Centro do Rio, quando foi assaltado por volta da 1h e reagiu, levando um tiro. O assalto também foi registrado por câmeras. Evandro Silva foi um dos homenageados na cerimônia de entrega do Prêmio Orixalé, que presta tributo a 15 pessoas ou instituições que contribuem para a cultura afro-brasileira.

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