PMs e guardas se uniram para roubar, estuprar e matar em Salto

Dois policiais militares e três guardas municipais da cidade de Salto, na região de Sorocaba, estão presos sob a acusação de integrar uma quadrilha responsável por assaltos, assassinatos e estupros. Eles foram denunciados por um ex-guarda municipal que também integrava a organização criminosa. Em uma das ações, há cerca de dois meses, o grupo rendeu 6 seguranças de um condomínio de luxo da cidade e assaltou pelo menos três mansões, agindo com violência contra os moradores. O proprietário de uma das casas foi agredido e uma moradora teria sido violentada. Os policiais militares Agnaldo Bernardi Júnior e Renê Vidal, lotados no destacamento da PM de Salto, foram apontados com os principais articuladores da quadrilha. Eles estão detidos no Presídio Romão Gomes, em São Paulo. Os guardas Marcelo Dias, Cláudio de Salles e Osmar Vieira Soler, todos integrantes da Guarda Municipal de Salto, estão presos em cadeias públicas da região. A quadrilha foi denunciada por um membro da própria organização. O ex-guarda municipal Paulo de Oliveira procurou a polícia depois de um desentendimento comseus comparsas. Ele estava sendo ameaçado de morte. Acuado e com medo, resolveu se entregar, denunciando o esquema. Segundo Oliveira, a quadrilha foi responsável pela morte do guarda municipal Cláudio Bertazini, executado com oito tiros no dia 2 de maio. Ele contou que a vítima fazia parte da quadrilha e foi assassinada por causa da divisão de 60 mil dólares roubados do condomínio. Oliveira contou ainda que o ex-policial militar Renato Pedressoli, morto em confronto com policiaismilitares da Capital, após um assalto, também fazia parte do bando. O grupo está por trás das principais ações criminosas ocorridas na região nos últimos meses, entre elas roubos de cargas e assaltos em outros dois conomínios de luxo. O delegado do Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter-7) José Maria Countinho Florenzanodisse que as ações criminosas dos policiais e guardas estão sendo investigadas. O comando da PM informou que, se confirmadas as denúncias, os policiais serão expulsos da corporação.

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