PMs fazem passeata e ameaçam aquartelamento em AL

Com faixas, cartazes e ao som do hit revolucionário "Para não dizer que falei de flores", de Geraldo Vandré, mais de 2 mil policiais e bombeiros militares de Alagoas realizaram, no final da tarde, uma passeata pelas principais ruas do Centro de Maceió. Eles reivindicam isonomia salarial de 88,55% e ameaçam se aquartelar, deixando as ruas desguarnecidas a partir da noite desta quinta-feira, 19. Além disso, os militares prometem boicotar a formatura e o desfile militar, em homenagem ao patrono da PM, Tiradentes, programada para sexta-feira, 20, em frente ao quartel da corporação. "Se o governo do Estado não implantar a isonomia com os oficial da PM, que no ano passado tiveram 100% de reajuste salarial, a categoria vai se aquartelar", afirmou o presidente da Associação de Cabos e Soldados da PM, soldado Wagner Simas. Segundo ele, de uma comissão de militares seria recebida por uma equipe de secretários do governo, mas até o final da passeata a reunião não tinha começado. O governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) disse que não tem condições de conceder o reajuste, porque o Estado "está quebrado". No início da tarde, centenas de policiais e bombeiros se encontraram na praça dos Martírios, onde iniciaram as discussões. Depois, o grupo seguiu em caminhada para o Quartel Geral da Polícia Militar. Os líderes do grupo foram atendidos pelo comandante da Polícia Militar, o coronel Rubens Goulart. O comandante disse que é solidário à reivindicação da tropa. A categoria pede o reajuste de 88,55%, que foi concedido pelo juiz Klever Loureiro, da 17ª Vara da Fazenda Pública Estadual e publicado no Diário Oficial do Estado, no último12 de março. Na análise da Justiça, o valor representa uma correção ao reajuste de forma diferenciada concedido a outras categorias, ferindo o princípio de isonomia salarial. A decisão foi para equiparar o soldo dos militares aos salários dos oficiais, que receberam um reajuste de 104,55%, em 2006. "O soldado PM de Alagoas tem o menor salário do país, ganha no máximo R$ 850,00", reclama Wagner Sima. "Por isso, para sustentar a família, temos que fazer bico e somos alvo constante da violência", acrescentou Simas, lembrando o assassinato do PM Leilton Lima de Andrate, que foi morto esta semana, quando fazia a segurança de uma farmácia, em Maceió.

Agencia Estado,

19 Abril 2007 | 19h45

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