PMs mantêm paralisação na Bahia e exigem anistia em nova assembleia

Grevistas rebatem informação do governo que 80% voltaram ao trabalho; no sábado haverá nova reunião

Tiago Décimo , O Estado de S.Paulo

10 Fevereiro 2012 | 20h11

SALVADOR - Em assembleia realizada no início da noite desta sexta-feira, 10, os PMs que promovem a greve parcial do setor na Bahia, decidiram manter a paralisação. Além disso, eles pediram ainda que o governo conceda anistia aos PMs que se mantêm parados.

Os grevistas não mudaram as reivindicações definidas ontem à noite: cobram do governo o pagamento da Gratificação por Atividade Policial dos nível 4 (GAP 4) integralmente este ano e o depósito da GAP 5 em 2013. O governo, porém, propõe começar a pagar a GAP 4 em novembro, terminando em abril, e a pagar a GAP 5 a partir de 2014.

Nesta manhã o governo decidiu cortar o ponto para os grevistas a partir do meio-dia, o que gerou uma volta ao trabalho às pressas por parte dos PMs. Segundo o comandante-geral da PM na Bahia, coronel Alfredo Castro, 85% do efetivo policial está trabalhando em Salvador e na região metropolitana e 80% está nas ruas no interior.

Lideranças do movimento grevista contestam os dados apresentados por Castro e afirmam que a greve está mantida. "Em muitas cidades, 100% da tropa está parada", afirma o soldado Ivan Carlos Leite, sem listar os municípios.

Uma nova assembleia foi agendada para sábado, às 16 horas.

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