PMs matam colega suspeito de roubo

Soldado teria assaltado dona de casa e disparado contra viatura

Marcelo Godoy, O Estadao de S.Paulo

25 de março de 2009 | 00h00

Um homem roubou a carteira com R$ 77 da dona de casa Aparecida de Fátima Alves Silva, de 54 anos, e foi perseguido por policiais militares do 51º Batalhão. Armado, o suspeito disparou 12 tiros de pistola em direção à viatura 203, onde estavam os soldados Carlos Demetrio Parrilha e Andreia da Silva Figueiredo. Os dois revidaram e mataram o suspeito. Só então souberam que o homem era o soldado da Polícia Militar Dernival Paulo de Matos, de 40 anos. Com ele foi recuperada a carteira e o dinheiro da vítima.O crime ocorreu às 8h25 de ontem, na Rua Juno, na Vila Carrão, zona leste de São Paulo. Minutos antes, a dona de casa verificou o saldo de sua conta num caixa eletrônico e foi a um mercado. Seguiu, então, para sua casa. Quando ia abrir o portão, um homem pôs a mão em seu ombro. A vítima pensou que fosse um vizinho e se voltou rindo. Era um assalto. O bandido apanhou sua carteira e saiu. Aparecida pediu ajuda a um homem, que tentou seguir o ladrão, mas o criminoso se voltou e exibiu a pistola. Assustada, Aparecida ia entrar em casa quando viu uma viatura da PM."Ela parou a nossa viatura e apontou o suspeito", afirmou o coronel Marco Antônio Augusto, do Comando de Policiamento de Área Metropolitano 11. Os policiais foram atrás. "Quando eles viraram a esquina, foram recebidos a bala pelo suspeito", disse ele. "Só depois é que a gente soube que ele era policial."Matos, o acusado, era do 2º Batalhão e estava havia 12 anos na PM. Ele trabalhou na madrugada de ontem no patrulhamento. A 200 metros do local do tiroteio estava seu Monza. Dentro dele, a farda do policial. Segundo o coronel, o acusado disparou 12 tiros de sua pistola calibre 40 e acertou dois no Corsa da PM.FRASESMarco Antônio AugustoCoronel, do Comando de Policiamento de Área Metropolitano 11"Ela parou a nossa viatura e apontou o suspeito. Quando eles viraram a esquina, foram recebidos a bala pelo suspeito. Só depois é que a gente soube que ele era policial."

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