PMs não deveriam ser afastados, diz Alckmin

O governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) disse hoje não ter conhecimento sobre o afastamento de 35 policiais envolvidos diretamente na operação realizada na "Castelinho". O afastamento foi confirmado pelo coronel Rui Cesar Melo, comandante geral da Polícia Militar. "A orientação dada ao secretário da Segurança Saulo de Castro é que o afastamento para atendimento psicológico só aconteceria em casos excepcionais, não seria mais rotina de procedimento nos casos de confronto com mortes", disse Alckmin.No último dia 5, confronto entre a Polícia Militar e integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), no pedágio da rodovia Senador José Ermíriode Moraes, a Castelinho, no dia 5, na região de Sorocaba (SP), resultou nas morte de 12 criminosos. No início da semana, o delegado titular do Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter 7), Ivaney Cayres de Souza, afirmou que os laudos técnicos comprovam que a ação foi legal.Segundo Alckmin, no entanto, quem vai decidir pelo Programa de Apoio Psicológico (Proar) é o Comando Geral da PM. "Na minha avaliação, esse caso não é considerado como excepcional, mas caberá ao Comando avaliar", disse. Alckmin disse ainda que até abril todos os distritos policiais da Capital devem estar sem os presos que já foram condenados, diminuindo a superlotação nas carceragens das 71 delegacias.

Agencia Estado,

22 de março de 2002 | 17h00

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