Margarida Neide/Agência A Tarde
Margarida Neide/Agência A Tarde

PMs passam a noite acampados na Assembleia baiana

Manifestantes cobram do governo a incorporação de gratificações aos salários; comando da polícia diz que entidade por trás da reivindicação não representa categoria

Tiago Décimo,

01 Fevereiro 2012 | 09h36

Um grupo de cerca de 100 policiais militares passou a noite acampado nas dependências da Assembleia Legislativa da Bahia, em Salvador.

Integrantes da Associação de Policiais e Bombeiros do Estado da Bahia (Aspra), uma das nove entidades de classe que representam os PMs no Estado, os manifestantes cobram do governo baiano a incorporação de gratificações aos salários, além de regulamentação para o pagamento de adicionais, como de periculosidade e acidente. Eles afirmam que só deixarão o local depois de negociar com representantes do governo.

Segundo a associação, criada há três anos, cerca de 2 mil dos 32 mil PMs da ativa são representados pela entidade, que aprovou, em assembleia realizada na tarde desta terça-feira, 31, indicativo de greve da categoria.

A principal associação da categoria no Estado, a Associação dos Oficiais da Polícia Militar da Bahia (AOPMBA), divulgou nota na qual informa que "há algum tempo vem alertando a sociedade baiana sobre o clima de insatisfação generalizada que permeia toda a Corporação, sobretudo no desrespeito aos direitos do profissional policial militar" e que "o governo do Estado não tem dado a devida importância aos nossos anseios".

Apesar disso, segundo a nota, a entidade não apoia "os movimentos reivindicatórios, com paralisação de suas atividades, sem que antes sejam esgotados todos os canais de negociação" com o governo. A pauta de reivindicações da associação inclui, entre outros itens, reajuste linear de 17,28% retroativo a abril de 2007, isonomia salarial entre os integrantes das Polícias Civil e Militar, revisão no valor do auxílio alimentação e melhores condições de trabalho.

Na manhã de hoje, o comandante-geral da PM, coronel Alfredo Castro, disse que a corporação não reconhece a Aspra como entidade de classe e negou a possibilidade de paralisação dos oficiais. "O governo sempre esteve receptivo aos anseios da classe", afirmou. "Os benefícios devem ser negociados pelo diálogo, não pela pressão."

Mais conteúdo sobre:
PM, BA,

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.