PMs que retiraram pertences de médico morto são afastados no Rio

Policiais roubaram objetos tais como relógio e cordão de cirurgião plástico que morreu de um edema pulmonar

Solange Spigliatti, Central de Notícias

01 Abril 2011 | 16h19

SÃO PAULO - Os policiais militares filmados retirando objetos pessoais do cirurgião plástico E.R.M.C, de 55 anos, morto no Clube Glória, no Rio, no último sábado, 26, sem apresentar os pertences à delegacia, foram afastados das ruas, segundo a Polícia Militar (PM).

 

Por conta do ocorrido, a PM instaurou Inquérito Policial Militar para apurar o comportamento dos dois policiais. Eles aparecem em imagens de circuito interno retirando objetos pessoais do médico, como um cordão e um relógio, que estavam guardados em um armário no vestiário do "Club 117". Suas armas e documentos também foram recolhidos. Conforme o andamento do inquérito, os policiais podem ser presos por apropriação indébita.

 

Imagens do circuito interno do estabelecimento mostram que um dos policiais militares e um homem à paisana abriram o armário e guardaram os pertences do médico em um saco preto para serem entregues na delegacia. A carteira de documentos do médico, contendo cartões bancários e a quantia de R$ 300, só foi entregue na Delegacia do Catete na terça-feira, após os PMs serem questionados pelo delegado.

 

O comandante do 2º BPM, em Botafogo, responsável pela ocorrência, tenente-coronel Antonio Henrique Oliveira, teve conhecimento das imagens através do delegado Pedro Paulo Pontes Pinho, titular da 9ª DP, no Catete, responsável pela investigação da morte do cirurgião.

 

Conclusão

 

A Polícia Civil concluiu as investigações sobre a morte do cirurgião plástico ocorrida por volta das 22h, no interior do "Club 117". Foi apurado que o médico faleceu por causa de um edema agudo dos pulmões, conforme o laudo emitido pelo Instituto Médico Legal (IML).

 

Segundo o delegado Pedro Paulo Pontes Pinho, titular da 9ª DP, a morte natural ficou evidenciada devido ao laudo e os depoimentos de amigos, parentes do cirurgião plástico, do garoto de programa que estava em companhia dele, além de funcionários do clube.

 

Ainda segundo o titular, os documentos também comprovam que o médico, natural de Belém do Pará e morador no Rio de Janeiro há mais de 30 anos, sofria de uma cardiopatia e estava licenciado do Hospital Federal de Ipanema, onde era servidor.

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