PMs são acusados de matar deficiente em Pernambuco

Jovem corre da polícia após ser abordado quando saía de festa. Em seguida, teria sido baleado pelas costas

Angela Lacerda, do Estadão,

30 Julho 2007 | 18h12

O Comando da Polícia Militar de Pernambuco abriu sindicância nesta segunda-feira, 30, para apurar a morte de Marcone Floreano dos Santos, de 25 anos, que sofria de deficiência mental. A família do rapaz acusa dois policiais militares de o terem executado, a tiros, na madrugada do domingo, na comunidade Fábrica da Vela, bairro de Salgadinho, no município metropolitano de Olinda.   De acordo com a mãe e vizinhos do rapaz, ele e um grupo de amigos haviam saído de uma festa quando uma viatura da PM os abordou. Assustado, o rapaz teria corrido com medo, levando três tiros, um na nuca e dois nas costas. Menos de uma hora depois, os policiais teriam retornado e levado o corpo para o Hospital da Restauração, onde já teria chegado morto.   Na versão dos PMs, eles foram solicitados para impedir a ação de assaltantes nas imediações. Teriam sido recebidos a bala e revidaram. Perceberam uma pessoa atingida e encontraram o rapaz caído, não com três, mas com um tiro no abdome. A mãe da vítima, Rosângela Nunes Sarmento, prometeu acionar o Ministério Público, disposta a não deixar impune a morte do filho. A sindicância tem um prazo de 20 dias para ser concluída.

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