PMs são presos em Taubaté por morte de desempregado

O sargento da Polícia Militar, Agnaldo Botelho Pereira, de 36 anos e o soldado Evanildo Vieira, de 35 anos, foram presos em flagrante na noite de domingo, em Taubaté, no Vale do Paraíba, depois de matar o desempregado André Luiz Mantovani, de 27 anos. O crime aconteceu no bairro Esplanada Santa Terezinha, periferia da cidade. Os policiais só foram descobertos porque o crime foi presenciado por um irmão da vítima.Segundo testemunhas, os policiais passaram a tarde do último domingo bebendo em um bar, em companhia da vítima. Houve discussão entre os envolvidos, que comentavam sobre o tráfico de drogas. Por volta das 20h30 a vítima saiu do bar e foi embora para a casa a pé. Cerca de dez minutos depois os policiais, que estavam de folga, entraram em um veículo, e seguiram André. Ao se aproximar da vítima, em uma das ruas do bairro, o sargento e o soldado dispararam três tiros contra a vítima. Por coincidência, o irmão de André, Tiago Mantovani estava passando de bicicleta pela mesma rua e presenciou o crime. De acordo com o delegado Luiz Simões Berthold, a testemunha chegou a se jogar na frente do carro, na tentativa de olhar e reconhecer os autores do crime.Enquanto a testemunha correu para chamar avisar a PM, os policiais retornaram ao bar, pediram que o dono do estabelecimento guardasse a arma usada no crime atrás de um armário e comentaram o fato. ?Segundo o dono do bar, eles disseram que tinham acabado de zerar o Alemão (André)? disseo delegado, relatando a gíria usada pelos policiais. Cerca de vinte minutos depois, os policiais foram presos em flagrante bebendo no mesmo bar. Com eles, uma pistola automática foi apreendida. Apesar das provas, os policiais negaram o crime. Mesmo assim, foram indiciados por homicídio dolosos e levados ainda de madrugada para o presídio especial ?Romão Gomes? em São Paulo. Segundo o delegado, as armas não pertencem à corporação da Polícia Militar. O sargento trabalhava no Batalhão da PM de São José dos Campos e o soldado pertencia à companhia de Caçapava. O comando da Polícia Militar informou que será aberta sindicância interna para a expulsão dos policiais. Como não estavam em serviço, eles serão julgados pela justiça comum.

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