PMS são suspeitos de mortes de mulheres no PR

A Polícia Militar do Paraná investiga a possibilidade de soldados estarem envolvidos na morte de algumas mulheres em Almirante Tamandaré e Rio Branco do Sul. Desde agosto de 1999, 16 mulheres desapareceram e depois foram encontradas mortas nas proximidades da Estrada da Ribeira, que corta os dois municípios.Seis policiais militares, lotados no 17º Batalhão de Polícia, em São José dos Pinhais, que trabalhavam em Almirante Tamandaré, estão afastados das funções, em razão das suspeitas. Alguns dos soldados também são acusados de uma chacina em Almirante Tamandaré, em 2000, quando quatro rapazes foram mortos, e de um duplo homicídio ocorrido recentemente.Segundo a Polícia Militar, eles foram afastados em razão de denúncias. "As acusações são graves, e temos a preocupação de apurar com rigor para responsabilizar, se efetivamente se comprovar a participação", disse o comandante do Policiamento da Capital, coronel Sílvio Mazalotti.Os levantamentos mostram que algumas das mulheres mortas trabalhavam em uma boate de Carlins Proença da Rosa, que foi morto a tiros e queimado no dia 24 de fevereiro, em Almirante Tamandaré. Pouco antes de ser morto, ele teria dito que vinha sendo ameaçado pelo policial militar Juarez Silvestre Vieira, um dos afastados.Segundo informações obtidas pela Polícia Civil, Vieira trabalharia como segurança de Paulo Celso Rodrigues, que tem mandado de prisão expedido pela morte de Carlins. A delegada responsável pela investigação da morte das mulheres, Vanessa Alice, acredita que os homicídios têm ligação com o tráfico de drogas.

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