Pnad 2012: 42,9% dos domicílios do Brasil continuam sem rede de esgoto

Mostra também aponta que 14,6% das residências não tinham abastecimento de água em 2012

Wilson Tosta, de O Estado de S. Paulo,

27 Setembro 2013 | 10h07

RIO - A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2012, divulgada nesta sexta-feira, 27, constatou que, em 2012, 57,1% dos domicílios tinham rede coletora de esgoto, ante 55% no ano anterior. O maior crescimento regional ocorreu no Sul, onde o avanço foi de 35,7% para 42,3%. Em 2012, houve 53,6 milhões de domicílios beneficiados por rede de abastecimento de água (85,4% dos 62,8 milhões), um aumento de 0,8 ponto porcentual em relação a 2011 - mais 1,8 milhão de unidades atendidas.

 

Os domicílios com coleta de lixo passaram de 54,4 milhões para 55,8 milhões, 88,8% do total em 2012, mesma participação apurada em 2011 (o número de imóveis subiu no período). De 2011 para 2012, a proporção de domicílios com iluminação elétrica passou de 99,3% para 99,5% (62,5 milhões de domicílios).

 

Internet. O IBGE também revelou que 83 milhões de pessoas com 10 anos ou mais declararam ter acessado a internet no País nos três meses anteriores à pesquisa, em 2012. Em 2011, tinham sido 77,7 milhões. "Todas as regiões registraram avanços no porcentual de internautas de 2011 para 2012, o maior deles foi observado no Sudeste (4,2 pontos porcentuais) que concentrou quase metade das pessoas que acessaram a rede nesse período",diz a pesquisa.

 

"Duas regiões ficaram abaixo do porcentual verificado para a média nacional, que foi de 40,3%: a Norte (23,2%) e a Nordeste (25,3%)." De 36,5% em 2011, chegou a 40,3% o porcentual de domicílios com microcomputador conectado à internet.

 

O trabalho apontou ainda que 42,4% dos domicílios particulares permanentes do País tinham automóvel no ano passado (ante 40,9% em 2011) e 20% tinham motocicleta (19,1% em 2011). Os aparelhos de televisão passaram de 96,9% para 97,2% dos domicílios no mesmo período. A pesquisa também destacou que a proporção de imóveis residenciais privados permanentes que tinham apenas telefone celular passou de 49,7% para 51,4% - pela primeira vez, mais da metade do total.

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