Pneu de blindado fura e milicianos são levados de helicóptero

Quatro presos eram levados ao Tribunal de Justiça para prestar depoimento; Avenida Brasil ficou fechada

Solange Spigliatti, do estadao.com.br, com informações da Agência Brasil,

14 de janeiro de 2009 | 12h03

Quatro presos acusados de integrar uma milícia no Rio tiveram que ser resgatados de helicóptero depois que o pneu do blindado da Polícia Militar durou. Os presos eram levados ao Tribunal de Justiça, no centro do Rio, para prestar depoimentos. O helicóptero pousou no sentido Centro da Avenida Brasil, na altura de Parada de Lucas, na entrada da Rodovia Presidente Dutra. O local ficou fechado por cinco minutos para que os presos fossem resgatados pelo helicóptero da Polícia Militar.   Veja também: Dono de prédio destruído na 'Choque de Ordem' é morto no Rio Violência policial é problema crônico no Brasil, diz ONG    Seis pessoas acusadas de integrar a milícia denominada Liga da Justiça, que atua na zona oeste do Rio de Janeiro, serão interrogadas no Tribunal de Justiça do Rio.   De acordo com informações da Justiça, o grupo foi reconhecido na última audiência, no dia 15 de dezembro, pelo fuzileiro naval reformado Carlos Eduardo Marinho dos Santos, o Pit Bull, como autor dos disparos feitos contra ele e Marcelo de Gouveia Bezerra, no dia 28 de maio de 2008.   O motivo do suposto atentado, segundo a Justiça, teria sido a resistência das vítimas à intenção do então deputado estadual Natalino Guimarães, acusado de chefiar o grupo miliciano, de instalar um centro social para sua sobrinha Carminha Guimarães em um terreno do Condomínio Parque dos Eucaliptos, em Campo Grande. Natalino Guimarães está preso, juntamente com seu irmão, o vereador Jerônimo Guimarães, também acusado de liderar a milícia, na Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Campo Grande (MS).   No mesmo local estão presos três dos acusados que serão interrogados: Moisés Pereira Maia Júnior, Luciano Guinâncio Guimarães, filho do vereador Jerominho, e Fábio Pereira de Oliveira, conhecido como Fabinho Gordo.   Outros dois - Ivilson Umbelino de Lima, o Bibico, e Sílvio Pacheco Fontes - são policiais militares e estão detidos no Batalhão Especial Prisional (BEP), em Benfica, zona norte do Rio. O sexto acusado, Júlio César Ferraz de Oliveira, que também é policial militar, teve a prisão preventiva revogada pela juíza Alessandra de Araújo Bilac Moreira Pinto, da 1ª Vara Criminal de Campo Grande, a pedido do Ministério Público. Embora tenha sido reconhecido pela vítima, ele conseguiu reunir provas e testemunhas de que estava de serviço no dia do crime. O soldado da PM vai responder ao processo em liberdade provisória.   Já o fuzileiro naval reformado conhecido como Pit Bull, uma das vítimas dos disparos, é acusado em outro processo, de formação de quadrilha, de integrar milícias rivais e de explorar a segurança no condomínio alvo da disputa. Ele também está preso na Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Campo Grande. Na audiência desta quarta, também serão ouvidas três testemunhas indicadas pela defesa.   Segundo a polícia, a Liga da Justiça controlaria clandestinamente diversos serviços na zona oeste do Rio, desde a venda de gás até a segurança privada.   Texto ampliado às 14h48 para acréscimo de informações.

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