Pochmann vai à Venezuela para inaugurar escritório do Ipea

Nesta semana, presidente do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas terá reunião com Chávez, com quem vai definir os termos da parceria e o início da atuação, previsto para o segundo semestre

Julia Duailibi, O Estado de S.Paulo

25 de maio de 2010 | 00h00

O Brasil deve inaugurar ainda neste ano o escritório do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas) na Venezuela. O presidente do instituto, Márcio Pochmann, viaja para o país nesta semana para se encontrar com o presidente Hugo Chávez, com quem definirá os termos da parceria.

Há a expectativa de que durante o encontro já sejam oficializados pontos técnicos da cooperação entre Brasil e Venezuela, de modo que a atuação do Ipea no país comece já no segundo semestre deste ano.

O instituto também mantém negociações nos mesmos termos com a Angola - os dois países deverão ser os primeiros a receber quadros do Ipea para a atuação internacional.

"A experiência recente mostra que os convênios entre os países não têm desdobramento sem a presença física no local", afirmou Pochmann ao Estado.

Segundo o presidente do instituto, os técnicos do Ipea usarão estrutura cedida pela Venezuela - não haveria, portanto, custo aos cofres brasileiros para montar a estrutura física do local. A quantidade de funcionários que atuarão no país dependerá do tipo de trabalho a ser executado.

Uma das demandas internacionais feitas ao instituto é a capacitação de técnicos para atuar na formulação e avaliação de políticas públicas.

Inauguração. Conforme o Boletim de Pessoal Extra, n.º 5, com data de 20 de maio de 2010, Pochmann autorizou o afastamento do servidor Mário Lisboa Theodoro para participar da "inauguração do escritório do Ipea em Caracas", entre os dias 25 e 29 de maio. O presidente da entidade, no entanto, afirmou que a ida do Ipea ao país ainda depende do encontro desta semana com as autoridades venezuelanas.

A abertura do escritório na Venezuela já vinha sendo discutida entre os dois países há, pelo menos, dois anos.

Em abril, em encontro com Chávez em Brasília, Lula falou sobre a abertura do escritório. "Muita gente ainda não se deu conta da real fortaleza das relações entre Venezuela e Brasil", afirmou. "Agora, pretendemos abrir um escritório do Ipea, na Venezuela, e pretendemos abrir tantas coisas quantas forem necessárias para contribuir com o desenvolvimento econômico da Venezuela, da Bolívia, do Paraguai, do Uruguai, da Argentina, do Chile, do Equador, do Peru."

À época, o presidente destacou a relação entre os dois países, afirmando que se sentem "irmãos de verdade". "Quando vejo a Caixa Econômica Federal montar um escritório em Caracas, quando eu vejo o Ipea querer montar um escritório em Caracas (...), posso te dizer, Chávez, que a nossa relação é mais do que uma relação comercial, é uma relação de dois países que têm dois povos que se sentem mais do que vizinhos, se sentem irmãos de verdade", declarou.

O presidente do Ipea afirmou que, além da internacionalização, o instituto tem buscado a descentralização. Neste ano, inaugurou representações em Belém e João Pessoa.

Internacionalização

O presidente do Ipea, Márcio Pochmann, afirmou que a atuação da entidade fora do Brasil é um movimento que vem sendo feito por outros órgãos do governo, como a Embrapa.

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