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Podem chegar a 14 os mortos em rebelião no AM

Depois dos primeiros contatos com os presos rebelados na Penitenciária Anísio Jobim, o secretário de estado da Cidadania e Justiça, Felix Valois, admitiu a possibilidade de o número de mortos chegar a 14, entre agentes penitenciários e detentos.?A situação é muito grave lá dentro. Estamos tentando manter o controle, mas está complicado?, disse o secretário. Até o momento, somente a morte do agente penitenciário José Valente Gama está confirmada. Seu corpo, liberado pelos rebelados, já está no Instituto Médico Legal do Amazonas.Ele foi a primeira vitima oficialmente confirmada da rebelião de presos iniciada na madrugada deste sábado na Penitenciária Anísio Jobim. A rebelião, segundo os presos, foi causada pela revolta de parte dos detentos com a morte do homicida André Luiz Pereira de Oliveira, de 30 anos, ocorrida na noite da última quinta-feira.Ele teria sido espancado pelos carcereiros até a morte, depois de sofrer estupro e torturas, por ?razões? até agora desconhecidas.Revoltados com a morte do presidiário e com as condições de sobrevivência na Penitenciária Anísio Jobim, os detentos iniciaram a rebelião e, de acordo com as primeiras informações, aproveitaram para vingar-se dos carcereiros suspeitos de terem matado André Luiz.A família do detento morto diz, inclusive, que há possibilidade de o crime ter sido encomendado. A Polícia de Choque do Amazonas está no local da rebelião, mas até o momento não conseguiu reunir condições de segurança para invadir o presídio. Tanto que o corpo do agente José Valente Gama somente foi liberado por concessão especial dos próprios rebelados.

Agencia Estado,

25 de maio de 2002 | 17h47

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