Podem ser demitidos 12 mil funcionários do PAS

O secretário municipal da Saúde, Eduardo Jorge, admitiu nesta terça-feira ser inevitável a demissão dos 12 mil funcionários não-concursados do Plano de Atendimento à Saúde (PAS).Ele adiantou que a partir de junho - quando for oficializada a adoção do Sistema Único de Saúde (SUS) na cidade - o setor passará por dificuldades temporárias, incluindo demora no atendimento e falta de funcionários. "Não há como corrigir um erro feito em oito anos em apenas oito meses." Para evitar o caos e tentar suprir o quadro de funcionários, Eduardo Jorge pretende abrir contratos de emergência.O último foi feito em maio, quando foram chamados 7.700 profissionais. Outro desafio está na volta de 9.550 funcionários da saúde, que trabalham em outras secretarias, para o serviço. Com o anúncio da extinção do sistema, vários médicos já deixaram o PAS. Nesta quarta-feira, a secretaria abre inscrições para 1.300 médicos. O prazo para inscrição vai até a próxima quinta-feira. Os interessados podem ir à Avenida Paulista, 2.198, 2º andar, das 9 às 16 horas. O contrato é de seis meses. Os funcionários do PAS estão fazendo um abaixo-assinado, no qual pedem garantia de emprego e abertura de concurso. "Antes de ser eleita, a prefeita prometeu absorver os funcionários do plano", reclama a atendente Cíntia Ferreira, de 26 anos. "Agora, ela vai colocar todos nós na rua."Viúva, a auxiliar de farmácia Luci Campelo, de 35 anos, não sabe o que vai fazer para sustentar seus três filhos pequenos se perder o emprego com o fim do PAS.Há cinco anos, ela trabalha no Pronto-Socorro da Freguesia do Ó, na zona norte. Luci também garante que está sofrendo por não receber salário há mais de um mês. "Já não tenho dinheiro para colocar comida em casa."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.