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Polêmica da Band lembra caso de entrevista do PCC a Gugu

Não é a primeira vez que a facção criminosa Primeiro Comando da Capital, o PCC, é envolvida em uma "entrevista" polêmica. Além da suposta entrevista do líder do grupo, Marcos Camacho, o Marcola, ao jornalista Roberto Cabrini, da TV Bandeirantes, o apresentador Gugu, do SBT, viu sua liderança na audiência das tardes de domingo ruir ao "inventar" uma entrevista com integrantes da facção criminosa.Em 7 setembro de 2003, Gugu Liberato apresentou no programa Domingo Legal uma "entrevista" com integrantes da facção criminosa, identificados como Alfa e Beta. Durante a "entrevista" os dois homens encapuzados ameaçavam apresentadores de TV e até o então vice-prefeito de São Paulo, Hélio Bicudo. O procurador-geral da Justiça na época, Luiz Antonio Guimarães Marrey, colocou em dúvida se os homens que apareciam na entrevista eram mesmo membros do PCC e uma cópia da fita foi encaminhada à Procuradoria Geral.A investigação da polícia chegou a conclusão de que a "entrevista" era uma grande farsa. Alfa e Beta nunca fizeram parte da facção, apesar de um deles apresentar antecedentes criminais. Os dois haviam sido pagos pelo produtor do Domingo Legal, Amilton Tadeu dos Santos, o Barney, que recebeu R$ 3 mil para realizar a fraude. Chorando, Gugu tentou se desculpar durante entrevista (verdadeira) ao programa da apresentadora Hebe Camargo, do SBT. Sem sucesso.Processos Em agosto de 2005, o apresentador foi condenado por danos morais à doar 750 mil a instituições de caridade indicadas pelo Ministério Público.O "caso PCC" ainda tramita na Justiça. Gugu e outros membros do programa são réus em um processo que corre na 2ª Vara Criminal de Osasco. Eles são acusados por divulgar notícias falsas, que causem perturbação da ordem pública ou alarme social e por publicar ou transmitir algo que importe em crime previsto na Lei de Imprensa. Em abril deste ano, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, rejeitou o pedido da defesa de Gugu para trancar o processo, mas determinou que a Justiça de Osasco se abstenha de proferir decisão final antes do julgamento de mérito da ação no STF, que ainda não tem prazo para ser anunciado.

Agencia Estado,

18 de maio de 2006 | 17h05

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