Polícia acha armas e uniformes do Exército em favela do Rio

Policiais da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) fizeram uma operação na favela de Vigário Geral, nesta terça-feira, na zona norte do Rio. Eles encontram seis quilos de cocaína, dois fuzis, duas fardas do Exército, um radiotransmissor, um binóculo, um colete à prova de bala, munição e sete bombas de fabricação caseira. Duas pessoas foram presas, entre elas um menor de idade, mas a identidade deles não foi revelada pela polícia.Cemitério clandestinoPor volta de 7h30 desta terça, policiais da Delegacia de Repressão contra o Crime Organizado (Draco) estiveram na Favela Parada de Lucas, na zona norte do Rio. Eles procuravam um cemitério clandestino onde estariam os corpos de, pelo menos, 13 pessoas, entre elas cinco menores de idade. Depois de quatro horas de busca, só foram encontradas duas fardas do Exército, pás, facas e enxadas. As buscas vão continuar.O delegado que chefiou a operação, Milton Olivier, informou que a chacina ocorreu em agosto de 2001, mas só agora foi esclarecida. Segundo ele, os traficantes José Roberto da Silva Filho, o Robertinho de Lucas, Jorge Willians de Oliveira Bento, o Furico, Otacílio Targino de Oliveira Filho, o Targino, e Anderson de Souza Carloto, o Branco, único preso, são os acusados pelas mortes.Olivier chegou a eles depois de investigar a existência de um depósito clandestino de armas, que pertencia aos criminosos. O delegado disse ainda que a chacina foi ordenada por Robertinho de Lucas, que, na época, estava preso em Bangu 1 e até hoje controla o tráfico na favela. O objetivo era matar um morador que devia dinheiro a Robertinho. ?Os outros era inocentes e morreram porque estavam ali na hora?, disse o delegado.Veja o especial:

Agencia Estado,

29 de abril de 2003 | 19h12

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