Polícia acha laboratório de refino de cocaína na Rocinha

Segundo delegado, era possível produzir 250 quilos da droga em 10 dias

Pedro Dantas, RIO, O Estadao de S.Paulo

07 Agosto 2031 | 00h00

Numa operação com 210 agentes, a Polícia Civil estourou ontem um laboratório clandestino para refino de cocaína na Favela da Rocinha, em São Conrado, zona sul do Rio. De acordo com o diretor do Departamento de Delegacias Especializadas, Allan Turnovsky, foi a primeira vez que um local para refino da droga foi encontrado em uma favela carioca. Mais informações Considerado o principal ponto de distribuição de cocaína do Estado, a Rocinha abastecia outras 13 favelas da região metropolitana. "Um quilo da pasta de coca era transformado em até 4 quilos de cocaína misturada com fermento e bicarbonato de sódio", disse o delegado-titular da Delegacia de Repressão às Armas e Explosivos, Carlos Alberto Oliveira, que investiga o refino na favela. Segundo ele, era possível produzir até 250 quilos da droga em dez dias. O laboratório foi descoberto após a prisão de Leonardo Assunção, conhecido com Português ou Schumacher, de 27 anos. Considerado o ?químico? da Rocinha, ele levou os policiais até o local, no segundo andar de uma casa alugada na Travessa Corajosa. Apesar do forte cheiro de produtos químicos, os vizinhos disseram que não sabiam que os traficantes refinavam droga na casa. Investigadores afirmam que, com a popularização do consumo nas favelas do Rio, a droga pode ser encontrada em papelotes de 1 grama, vendidos por R$ 5,00."A logística é simples. Logo, acreditamos que eles podem montar um outro laboratório em pouco tempo. Mas foi importante a retirada deste sujeito (Assunção), de quem a polícia tinha notícias há um ano, mas nunca conseguiu prender", afirmou o diretor da Coordenadoria de Recursos Especiais, Rodrigo Oliveira.

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