Polícia adia reconstituição dos crimes de Adriano da Silva

A Polícia gaúcha adiou para amanhã o início da reconstituição da série de crimes contra crianças ocorridos no norte do Rio Grande do Sul. O diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), delegado João Paulo Martins, explicou que não haveria tempo hábil para que os peritos pudessem acompanhar os trabalhos hoje. A reconstituição foi anunciada depois que a Polícia descobriu ontem os restos mortais de um menor que havia desaparecido de Soledade, em abril de 2003, com base no depoimento do foragido Adriano da Silva, 25 anos, preso na última terça-feira. O paranaense Adriano, que confessou ter matado 12 crianças, e detalhou os crimes que teria cometido nos últimos 16 meses contra meninos de 8 a 13 anos, nas cidades de Passo Fundo, Soledade, Sananduva e Lagoa Vermelha, permanece preso na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Os locais da reconstituição dos crimes, segundo a Agência Brasil não serão divulgados para que não haja riscos de a população linchar o assassino, condenado a 27 anos de reclusão pela Justiça do Paraná por latrocínio e ocultação de cadáver.

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