Polícia admite contradições na linha de investigação

A linha mais consistente de investigações, obtida até o momento pela Polícia, sobre a morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel (PT), é a que converge para a favela do Pantanal, na divisa de São Paulo com Diadema, onde foi encontrado nesta quarta-feira um local que supostamente teria sido utilizado como cativeiro pelos seqüestradores, informou nesta quinta-feira o delegado Domingos Paulo Neto da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).O delegado justificou a importância do suposta cativeiro, na rua Guacuri com base em três indícios. O primeiro é uma Blazer carbonizada encontrada na mesma rua Guacuri, no dia 21 de janeiro, três dias depois do seqüestro do prefeito. O segundo indício, segundo o delegado, foi encontrado na noite de quarta feira, no suposto local do cativeiro, trata-se da carta do Sul América Saúde endereçada ao prefeito. Por fim,Paulo Neto afirmou que uma testemunha ? ouviu de outras pessoas? que aquele local teria sido realmente utilizado como cativeiro de Daniel.Apesar da suposta importância do local, o delegado admitiu que ainda não existe nenhuma confirmação da Polícia Técnica sobre o envolvimento da Blazer no seqüestro. ele não explicou ainda porque uma primeira vistoria feita no local, no dia 21 quando a Blazer foi localizada, os policiais não encontraram a carta do plano de saúde endereçada ao prefeito. ?O documento pode ter sido colocado depois?,admitiu ele. O delegado confirmou que estão sendo realizadas prisões na favela Pantanal, mas disse que por enquanto não há nenhum vínculo confirmado entre essas prisões e as investigações no caso Daniel. A entrevista coletiva desta quinta-feira foi a primeira concedida pelo delegado desde que começaram as investigações do assassinato do prefeito.

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